Engenharia Sustentável
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Eficiência energética nas edificações

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Ao conceber uma edificação, devemos buscar que a mesma seja, do ponto de vista energético, o mais eficiente possível. Estratégias de projeto tais como a forma do edifício, a envoltória do mesmo, a orientação solar e orientação em relação aos ventos influenciam diretamente no desempenho a ser alcançado, e, consequentemente, no consumo energético da edificação.

Lamberts et al. (1997) e Melo (2007) definem uma edificação energeticamente eficiente como aquela que proporciona conforto ao usuário, com baixo consumo de energia quando comparada a outras semelhantes.

Meier et al. (2002) propõem três aspectos a serem avaliados na eficiência energética de uma edificação:

  • o atendimento das necessidades dos usuários de acordo com as atividades específicas a que se destinam;
  • a eficiência dos equipamentos e sistemas utilizados; e
  • o consumo de energia quando comparada a edificações similares.

Entre as necessidades de conforto do ser humano que devem ser atendidas no ambiente construído temos o conforto visual, o conforto acústico, o conforto olfativo e o conforto térmico. Segundo Ashrae (1993), conforto térmico é a condição de satisfação do indivíduo com o ambiente térmico que o circunda e é obtido quando o balanço de todas as trocas de calor a que está submetido o corpo for nulo e a temperatura da pele e suor estiverem dentro de certos limites (LAMBERTS, et al., 1997). A obtenção de tal desempenho traz impactos na eficiência energética de uma edificação.

O uso correto de determinadas estratégias durante a concepção de projeto da edificação pode proporcionar melhoras nas condições de conforto térmico e redução no consumo de energia (LAMBERTS et.al, 2011a). Devemos, portanto, adequar o projeto arquitetônico ao clima local, observando as seguintes variáveis climáticas:

  • a radiação solar;
  • a temperatura do ar;
  • a umidade do ar; e
  • os ventos.

Estas estratégias foram descritas como estratégias bioclimáticas. Givoni desenvolveu, em 1969, uma carta bioclimática que procurava relacionar o clima local, por meio da temperatura e umidade internas do edifício, às estratégias bioclimáticas de projeto (BOGO et al., 1994).

O diagrama de Givoni é dividido em doze partes, representando áreas em que determinadas condições de temperatura e umidade implicam certas estratégias arquitetônicas. Nove destas áreas apresentam estratégias bioclimáticas distintas, e três destas áreas híbridas apresentam indicações de uso de duas ou mais estratégias de forma individual ou simultânea.

Uma vez que as estratégias bioclimáticas atuam sobre o clima em que a edificação está inserida, em diferentes climas são definidas diferentes cartas bioclimáticas. No Brasil, a NBR 15220 (ABNT, 2005), define o zoneamento brasileiro e as recomendações e diretrizes para as estratégias bioclimáticas na arquitetura. Pela norma, o Brasil é dividido em oito zonas homogêneas quanto ao clima, sendo que para cada zona foi definida uma carta bioclimática de Givoni com recomendações de concepção e construtivas visando ao desempenho térmico da edificação adequado ao clima.